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terça-feira, 30 de outubro de 2012

uma salva de palmas à Carrie


Enquanto eu me vicio mais e mais em sex and the city, me identifico proporcionalmente com Carrie Bradshaw. Ela vive à base de experiências pessoais compartilhadas na sua coluna que dá nome ao seriado. Claro que ela não expõe o nome verídico dos personagens, mas esclarece os seus próprios questionamentos quanto a relacionamentos e fatos curiosos do dia a dia em Manhattan.

O que mais me encanta é a proximidade das histórias dela com as minhas e das minhas amigas, e não é à toa que recomendo para que todas elas assistam. Relacionamentos conturbados, medos, confissões entre amigas, o forte laço de companheirismo, traumas, piadas internas e muito mais experiências, reforçam mais uma das minhas teorias: “Manhattan também é aqui”.

Aqui, aí e em todos os lugares, vivemos lutando com o choque da realidade das mulheres serem o sexo frágil da relação. Não que mulher seja um sexo frágil – nós aguentamos problemas muito mais que os homens – mas quando o assunto é coração, quase sempre a balança inverte.
Quando novas, tememos o envolvimento (apesar de certo modo desejá-lo), e, quando mais velhas, vem o medo do futuro, de não criar família ou conseguir um relacionamento estável (é o que percebo ao assistir a série).
Quanto ao medo de relacionamentos eu posso falar sem problemas. Sofro desse mal e queria muito conseguir entender como alguém chega ao ponto de temer o envolvimento com outra pessoa só por que em uma, duas ou três vezes anteriores a essa, não deu certo. Na verdade pode até ter dado certo, quem disse que dois meses (por exemplo) não é um bom tempo a se considerar? Pra quem nunca havia namorado ou dito um “eu te adoro”, dois meses se constroem com muito esforço, e isso com certeza é muita coisa. Resumindo, "dar certo" é relativo.
Mais um ponto em comum com a Carrie: escrever sobre a realidade, seu outro lado da moeda e suas outras possibilidades de existência. A personagem pode ser fictícia, mas a essência existe e está espalhada por todos os cantos, nas mulheres e suas infinitas formas de analisar fatos e pessoas.
Está em mim, pode estar em você, e não se trata de entender tudo, mas de ver por outro ângulo o que antes forçávamos enxergar apenas pelo modo que nos convinha.
Em especial, hoje assisti um episódio com uma das sacadas mais interessantes dentre as que eu já vi na série. Depois de passar por altos e baixos com o Sr. Big durante dois anos, Carrie o vê NOIVO de outra mulher. Parecia que os dois anos que passaram juntos não havia valido de nada, e ela não entendia porque ele ia se casar depois de ter dito a ela que nunca mais o faria novamente – sim, o Sr Big já havia sido casado com outra mulher tempos atrás. E olhando diferente para a situação, Carrie concluiu que o problema não era ele, e sim ela mesma:
“Então eu pensei: Talvez eu não tenha domado o Big. Talvez o problema era que ele não conseguiria me domar. Talvez algumas mulheres nunca serão domadas. Talvez elas precisem ficar livres até encontrar alguém selvagem como elas, e andar juntos”
Mais uma vez, faço minhas as suas palavras. Pode durar um, dois, três ou quatro anos, se não forem compatíveis, não andam juntos. Por mais essa lição, queridos, é que eu digo::::
Manhattan também é aqui.

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